Quase todo mundo tem herpes

Você também pode ter  herpes, mas não sabe. Esta é uma das doenças mais contagiosas do mundo e acredita-se que a maior parte da população mundial tenha o vírus inativo no organismo e, mas somente uma pequena parcela que está com o sistema imunológico enfraquecido manifesta os sintomas.

Esta doença infecciosa e altamente contagiosa tem cerca de 6 variações. As mais conhecidas são as tipo 1 que afeta os lábios ou outras partes do rosto, a tipo 2 conhecida como genital e a tipo 3 (também conhecida como herpes zoster), a responsável pelo desenvolvimento da catapora e varicela.

A transmissão da doença se dá quando uma pessoa com o herpes manifestado, ou seja, com lesões aparentes, encosta na pele de outra. Somente este mínimo contato é o suficiente para que o vírus se instale numa estrutura nervosa chamada gânglio paravertebral e fique lá por toda a sua vida.

como se pega herpes

Existem dois períodos da vida em que o contágio é mais comum. O primeiro é durante a infância já que é comum que se coloque objetos na boca e que ocorra o compartilhamento de talheres e objetos de higiene pessoal, aqui pode-se adquirir a herpes tipo 1 (labial) e tipo 3 (varicela/catapora). O segundo é durante a adolescência, quando se inicia a vida sexual.

A taxa de contaminação é tão grande, que segundo uma pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 50% das crianças de até 12 anos estudadas já tinham contraído o vírus o que leva a conclusão de que cerca de 90% da população já tenha sido contaminado.

Para a maioria das pessoas o vírus só se manifesta uma vez. No entanto, há quem precise lidar com o aparecimento dos sintomas de forma recorrente, as vezes de 4 a 6 vezes no mesmo ano. Independente do tipo da herpes, a doença se caracteriza no corpo pelo aparecimento de bolhas agrupadas que podem ou não ter pus, vermelhidão, coceira e lesões na pele que se rompem com facilidade.

Toda vez que alguém apresenta herpes o contato com outras pessoas deve ficar extremamente limitado, não realizar o compartilhamento de objetos pessoais e nem mesmo o toque físico, afinal, é neste momento que pode-se transmitir a doença para alguém que ainda não tem o vírus inativo no corpo.

A única forma de prevenção é não entrar em contato com lesões aparentes, evitar o compartilhamento de objetos pessoais, usar preservativo durante as relações e não ter qualquer tipo de  contato com aqueles que apresentam os sintomas da doença.